MEMORIAL DO RS

Terça a domingo, das 9h às 19h 

Última entrada: 18h

Praça da Alfândega

R. Sete de Setembro, 1020 - Centro Histórico

“Trajetórias: 25 anos da Bienal” é uma mostra que traz o olhar retrospectivo e histórico da Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. O público vai ser convidado a observar documentação, materiais gráficos, fotografias, fatos e obras oriundas das doze edições anteriores da Bienal. O espaço foi pensado como um disparador de memórias, já que a Bienal do Mercosul ocupou diversos espaços e envolveu muitas pessoas ao longo da sua história em Porto Alegre.

 

Trajetórias

Alejandra Dorado
Carlos Zerpa
Daniel Monroy
Francisco Matto
Janaína de Barros
Lia Menna Barreto
Liuska Astete
Seba Calfuqueo



ARTISTAS:

Karola Braga

Karola Braga

São Caetano do Sul, Brasil, 1988. Vive e trabalha em São Paulo, Brasil.

As conexões entre cheiros, palavras e memória são centrais na pesquisa poética de Karola Braga. O projeto Em suas mãos surpreende o visitante em um espaço inusitado: os banheiros dos espaços expositivos. Saboneteiras confeccionadas em latão são acompanhadas por sabonetes líquidos com diferentes aromas, que variam desde os mais familiares até os mais complexos, convidando o visitante a revisitar ou criar memórias. Já em Lágrimas, terra e crisântemo, um lençol é embebido em cheiro de luto – formado pelos aromas que dão título à obra – e, preso em um varal, libera seu aroma quando movimentado pelo vento. A artista inverte a ideia de assepsia relacionada a um lençol limpo, branco, secando no varal, provocando o visitante com o cheiro que dele se desprende.

Tino Sehgal

Tino Sehgal

Londres, Inglaterra, 1976. Vive e trabalha em Berlim, Alemanha.

Em This Element, Tino Sehgal utiliza samples de música pop e tons vibracionais que se relacionam com as frequências dos chacras. Entre os trechos escolhidos, há fragmentos de músicas da banda alemã Kraftwerk e da rapper estadunidense Missy Elliot. Esses elementos ajudam a passar de uma frequência para outra, alinhando os chacras e criando um estado meditativo para quem canta e é afetado pelas ondas sonoras. Para o artista, o ato de cantar não apenas conecta corpo, mente e alma, como também permite mostrar conexões mais profundas com nós mesmos e com o que nos cerca. Em tempos de individualismo, This Element reúne um grupo de pessoas a cada duas horas para fazer algo de forma coletiva, lembrando-nos que fazemos parte de algo muito maior do que a nossa própria existência.